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16 de novembro de 2009

Acordar outra vez

Nesta sessão, como fizemos na sessão do dia 6 de Outubro , começámos não com um aquecimento, mas sim com um relaxamento individual. Deitados no chão sobre os colchões da sala de barriga para cima, individualmente, tentámos, num primeiro momento, alcançar a concentração necessária para iniciar a sessão. De seguida, sempre em silêncio, começámos, seguindo as instruções do professor, a rodar devagar o pé direito, de fora para dentro e de dentro para fora, ou seja, no sentido dos ponteiros dos relógios e no sentido oposto, tentando mexer só o tornozelo e o pé, ligeiramente levantado do chão, sem mexer a perna nem outras partes do corpo. A seguir ao pé direito foi a vez do pé esquerdo repetir o mesmo exercício. Depois dos pés, para concluir os membros inferiores encolhemos simultaneamente as pernas, juntando-as ao corpo, sempre devagar e sem movimentos bruscos, para depois esticá-las outra vez no chão, como se nos espreguiçássemos.

Para os braços e os ombros começamos com o rodar das mãos, com todos os dedos bem esticados, também nos dois sentidos, primeiro a mão direita e depois a esquerda tentando, similarmente ao que tínhamos feitos com os pés, não mexer outras partes do corpo. De seguida, o professor mandou-nos espreguiçar os dois braços simultaneamente esticando-os atrás da cabeça.
Para concluir este exercício fizemos também alguns movimentos com a cabeça, inicialmente rodando para a direita, depois para esquerda e sucessivamente, num só movimento, rodando-a do centro para a direita, da direita para a esquerda e retorno a posição central.

Este tipo de exercícios, além de trabalhar o silêncio, a concentração e a alienação em relação aos outros colegas (e somos muitos) na sala ajuda a acordar outra vez, deixando o tempo para acordar as pernas, os braços e a cabeça, trabalhando nas articulações. Na minha opinião este pode ser um exercício quer para o início da sessão, sobretudo se a sessão acontece no início da manha, como a nossa, quer no final, para relaxar os músculos e os membros depois dos exercícios.

2 de novembro de 2009

Fazer pressão para relaxar, desta vez com mais tempo

O exercício de relaxamento foi o mesmo da sessão anterior onde a pares, elemento A e elemento B, tínhamos de trabalhar para o relaxamento e a descontracção do outro. Assim, numa primeira fase o elemento A exercitava uma ligeira pressão com os dedos na cabeça, nas palmas das mãos e nas plantas dos pés do elemento B deitado no chão com a barriga para cima. Numa segunda fase o elemento B virava-se e o elemento A passava a fazer o exercício também nas costas do colega. Nas fases três e quatro os dois elementos trocavam de posição e de tarefa para dar a possibilidade a todos de experimentar o exercício. A diferença com o exercício da sessão anterior foi que reservámos mais tempo para o relaxamento, assim quem exercitava a pressão podia faze-lo com mais calma, sem a pressa de passar logo à fase seguinte e tinha de tentar perceber ainda mais, sem palavras, as respostas do colega deitado, para ajudá-lo realmente a descontrair. Também quem estava deitado, tendo mais tempo, podia relaxar-se mais, concentrando-se na sua respiração e nas pressões que o colega fazia em partes sensíveis do corpo.

O facto de ter mais tempo aumentou também a necessidade de concentração e de alienação dos outros colegas na sala. Este é um tipo de exercício que requer uma certa dose de empenho e de atenção, para não olhar aos outros pares e começar a rir e para ajudar o próprio colega a descontrair percebendo os estímulos que o ajudam a fazer isso.


Os elementos A e os elementos B
Fonte: Autoria de um colega

25 de outubro de 2009

Fazer pressão para relaxar

O exercício de relaxamento do final da aula foi feito a pares, aproveitando os pares que se formaram na última dança do exercício de aquecimento. Um participante era considerado o elemento A e o outro o elemento B. Com o acompanhamento de uma música instrumental relaxante a tarefa do elemento A era contribuir para a descontracção do colega deitado de barriga para cima no chão pressionando-lhe ligeiramente com as pontas dos dedos a cabeça, as palmas das mãos e as palmas dos pés. A um sinal predefinido o elemento B virava-se barriga para baixo e o elemento A continuava o seu trabalho, desta vez pressionando também as costas do colega. Tudo isso devia ser feito em rigoroso silêncio e tentando isolar-se do resto do grupo, imaginando de ser os únicos na sala e prestando muita atenção às respostas corporais do elemento B, percebendo quando a estimulação dum ponto era desagradável e quando esta contribuía para o relaxamento. A actividade continuou com a troca de funções entre o elemento A e o elemento B.

Este tipo de actividade, que obriga à concentração e que ajuda a ter consciência do nosso corpo, foi muito importante apesar de não ter tido a possibilidade de durar o tempo necessário. De facto, com um grupo muito grande como o nosso, é mais difícil alcançar a concentração em tempos breves e cada som ou elemento externo pode desviar a atenção.

19 de outubro de 2009

Descontrair deitados

Individualmente, deitados no chão a uma certa distância uns dos outros e em silêncio, começamos a concentrar-nos, controlando a respiração e tomando consciência de todas as partes do nosso corpo. A seguir, muito devagar, começamos a rodar primeiro um pé e depois o outro, nos dois sentidos. Depois dos pés passamos a rodar as mãos, sempre em silêncio, e sucessivamente a cabeça, tendo atenção aos músculos do pescoço.

Este exercício, se bem feito, em silêncio e com todo o tempo necessário para cada um, permite começar optimamente uma sessão, descontraindo os músculos principais e algumas articulações.